O Complexo Tapajós


O que é o Complexo Tapajós?

O Complexo Hidrelétrico Tapajós é um projeto do Governo Federal que pretende construir sete usinas hidrelétricas (UHE’s) no decorrer do rio Tapajós e seu afluente rio Jamanxim, afetando diretamente Terras Indígenas (TI’s Munduruku e Sai Cinza), dezenas de comunidades ribeirinhas e os municípios de Itaituba, Jacareacanga e Trairão, no Oeste do Pará.
O rio Tapajós nasce da união dos rios Juruena e Teles Pires, na divisa dos Estados do Pará, Amazonas e Mato Grosso e percorre 825 km até chegar à margem direita do rio Amazonas. No Tapajós, estão previstas a construção das  UHE’s de São Luiz do Tapajós, Jatobá e Chacorão.
O rio Jamanxim é um dos principais afluentes do Tapajós e nasce nas proximidades da Serra do Cachimbo e neles estão previstas a construção da UHE Cachoeira dos Patos, UHE Jamanxim, UHE Jardim do Ouro e UHE Cachoeira do Caí.

Não se pode ignorar também a existência de projetos hidrelétricos nos rios que formam o Tapajós, desde o Mato Grosso. No rio Teles Pires estão planejadas as UHE’s Teles Pires, São Manoel ,Colider, Sinop e Magessi, e no rio Apiacás o plano é construir a UHE Apiacás.
Somadas, as oito barragens dos rios Tapajós e Teles Pires formariam uma hidrovia que serviria para levar a produção de soja de Mato Grosso para Santarém. Isso implicaria em transformar grandes trechos sinuosos e encachoeirados dos rios em uma sequência de muros de concreto e eclusas, tornando-os facilmente navegáveis para as grandes embarcações.
As barragens planejadas afetariam áreas de grande importância ambiental que se encontram no curso dos rios: Parque Nacional da Amazônia (PNA), Floresta Nacional Itaituba I e II, Área de Proteção Ambiental (APA) do Tapajós, Floresta Nacional do Crepori, Floresta Nacional do Jamanxim e Parque Nacional do Jamanxim. Há ainda o Parque Nacional do Juruena, na margem esquerda do alto curso do Tapajós  e a Reserva Ecológica Apiacás, no interflúvio dos rios Juruena e Teles Pires.
Além dos óbvios impactos ambientais, existem ainda incontáveis impactos indiretos que sequer estão sendo considerados pelo Governo Federal.

Com informações do IHU, INPA e arquivos pessoais

2 comentários:

  1. Obrigada Marcia!! Notícias sobre o Madeira serão bem vindas! :)

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